ATIVIDADE 08
Partimos do pressuposto que o conhecimento não está assentado nas certezas, como propõe a ciência mecanicista, mas sim nasce do movimento, da dúvida, da incerteza, da necessidade da busca de novas alternativas, do debate, da troca. A aprendizagem em rede, não poderá prescindir de ações que possam traduzir as ideias (teorias) em práticas. Ela necessita de expressão em práticas pedagógicas, como a proposta de educação que chamaremos de Pedagogia da Incerteza.
Certamente não há como assegurar verdades e certezas. Parafraseando Paulo freire "È próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do novo que não pode ser negado ou acolhido só por que é novo, assim como o critério de recusa ao velho não é apenas o cronológico"(Pedagogia da autonomia-2013). Acredito que é preciso apropriar-se das novas tecnologias e não evitá-las, pois já não há como.
Educar para transformar informações em conhecimento - se conhecer implica em interpretar, relacionar e comparar informações, não será suficiente oferecer aos sujeitos um ambiente rico em informações, mas sim proporcionar situações que privilegiem a busca de informações e interações significativas para a construção de conhecimento articulado, capaz de romper com os limites disciplinares.
Educar para transformar sempre. seja com um quadro de giz ou em uma lousa digital. No entanto se há a lousa digital e se o interesse e a motivação dos alunos indica para estas novas ferramentas devemos atribuir-lhes os valores necessários e , aproveitando-se deles fazer nosso trabalho. Ensinar. mediar. Encorajar a novas possibilidades. É claro que para nós seres não nascidos nesta era virtual efervescente dá medo. Vontade de voltar ao giz. No entanto este aprendizado também é nosso. De certa forma mais nosso. E nesta troca, tão necessária, tão rica que se dão os conhecimentos necessários.
Educar para a autonomia e a cooperação - a autonomia intelectual implica na palavra ou ação própria, liberando o pensamento do que a tradição ou as ideologias procuram impor. Na educação para a autonomia e a cooperação, as situações de aprendizagem buscarão ativar a discussão de pontos de vista divergentes, em detrimento da pura repetição de ideias e crenças, porém auto-subordinados às regras do respeito mútuo e da cooperação.
Recorro novamente a Freire(Pedagogia da Autonomia-2013)"O respeito a autonomia e a dignidade de cada um é um imperativo ético e não um favor que podemos ou não conceder uns aos outros". Penso que seja bem aí que reside um dos problemas do uso das novas tecnologias, abrir mão do poder autoritário e equalizar-se com o aluno. Dando a ele o poder e a autonomia sobre seu conhecimento, aceitando que ele não é uma tábula rasa.
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